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Vacinar é Proteger

Andreia Ribeiro

No século XVIII através do médico Edward Jenner, nascia a vacinação com a criação da primeira vacina. Desde então, o panorama da saúde mundial mudou totalmente, revelando que algumas doenças podiam ser controladas e até eliminadas ou erradicadas, como o caso da Varíola em 1979.

 

As vacinas garantem uma proteção para toda a vida, com a sua segurança comprovada após décadas de utilização, com milhões de vacinas a serem administradas, garantindo a sua segurança, eficácia e qualidade.

Desde 1965 que Portugal tem em ação o Programa Nacional de Vacinação (PNV), com o objetivo de imunizar o maior número de pessoas, da forma mais precoce e duradoura possível. Este programa tem vindo sempre a ser atualizado com novas vacinas que tenham sido desenvolvidas e de acordo com a necessidade da população.

Quando as vacinas são negligenciadas e não são realizadas, perde-se o efeito de proteção de grupo, perdendo-se a possibilidade de eliminar a existência de uma doença. Ao contrário do que acontece com a Varíola que foi erradicada, os microrganismos responsáveis pelas doenças evitáveis pela vacinação continuam a existir na comunidade, sendo uma ameaça à saúde de todos os que não estão protegidas pelas vacinas. Apesar de uma doença ter sido eliminada num país, quando uma pessoa não vacinada viaja para um país em que a doença não foi eliminada, pode infetar-se e tornar-se uma fonte de contágio para quem a rodeia. O surgimento de surtos de doenças, como ocorreu com o Sarampo demonstram a importância da vacinação.

Porque é que algumas pessoas têm receio das vacinas?

Antigamente milhares de crianças e adultos morriam ou ficavam gravemente doentes por doenças como a varíola, poliomielite, difteria, tosse convulsa ou sarampo, algumas com sequelas para toda a vida. Atualmente, graças ao PNV, a maioria dos cidadãos nunca viram as consequências destas doenças, como por exemplo, crianças paralisadas por poliomielite ou com lesões cerebrais provocadas pelo sarampo, não conseguindo ter a noção da enorme gravidade destas doenças e dos benefícios incalculáveis que a vacinação proporciona. Quando uma criança ou um adulto não é vacinado, coloca em risco a sua própria vida bem como a segurança dos que o rodeiam.

 

Os efeitos secundários da toma da vacina são geralmente ligeiros e desaparecem sem ser necessário tratamento, ocorrendo por vezes dor ou vermelhidão no local da injeção ou por vezes aumento da temperatura ou dor de cabeça. São raríssimos os casos em que se verificam reações secundárias mais graves à administração de uma vacina, mas os locais de vacinação estão treinados para os controlar, pelo que, por prevenção, aconselha-se a permanência por 30 minutos no local a seguir à administração de qualquer vacina.

A vacinação é um direito e dever dos cidadãos, de modo a contribuírem ativamente para defender a sua saúde e da restante comunidade.

Torna-se assim essencial confirmar se tem o seu boletim de vacinas atualizado e confirmar também se os restantes membros da família não têm nenhuma vacina em falta.

Cumprir o PNV na USF Descobertas

Para confirmar se tem o seu boletim de vacinas atualizado, não hesite em contactar o seu enfermeiro de família. Se perdeu o seu boletim de vacinas, poderá pedir uma segunda via do mesmo na USF, onde através dos registos informáticos se procederá à atualização do mesmo.

A USF Descobertas cumpre as normas da Direção Geral de Saúde, recomendando a vacinação de acordo com o PNV a todos os utentes com indicação para o efeito. A vacinação é um direito e dever dos cidadãos. Vacinar é proteger, não só a si mas a todos os que o rodeiam.