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Ecrãs - é preciso estabelecer limites!

Adriana Silva

Sabemos que uma família pode ter em casa mais de 10 ecrãs (entre televisões, computadores, tablets e smartphones) e que é muito fácil a distração das crianças com este tipo de equipamentos, quer seja à hora da refeição, no supermercado ou na viagem de automóvel.

Mas, quais as implicações que este comportamento poderá ter?

Apesar de alguns programas, vídeos e aplicações serem educativos e contribuírem para a aprendizagem, o tempo de ecrã excessivo, na maioria dos casos, está associado a menos tempo para brincar, estudar, falar ou dormir. Assim, as consequências nefastas superam os benefícios e estão relacionadas com o desenvolvimento deficitário de capacidades físicas e cognitivas, problemas comportamentais e sociais, perturbações da comunicação e da linguagem, problemas de sono, depressão e ansiedade e obesidade.

Neste sentido, é importante recordar que os limites são necessários e esperados por parte das crianças, tanto no dia a dia, como no ambiente virtual. Cabe aos pais a tarefa de limitar o tempo de utilização das tecnologias, pois proibir não é solução. Para além disso, o tempo de ecrã não deve ser um tempo sozinho, ou seja, deve haver um acompanhamento na visualização dos conteúdos, ajudando a criança a interpretar o que vê.

Embora cada família deva criar individualmente as suas próprias dinâmicas e regras, as recomendações da Sociedade Americana de Pediatria quanto aos limites máximos diários de tempo de ecrã devem ser respeitadas:

Quanto aos adolescentes, é normal que se sintam aliciados pelas redes sociais, uma vez que proporcionam a interação entre pessoas que podem estar em qualquer parte do mundo. No entanto, o cyberbullying, a falta de privacidade, os conteúdos inapropriados, o assédio e experimentação sexual são alguns dos perigos destas tecnologias que os pais devem estar atentos. Aqui a proibição também não é solução, pois estes ambientes virtuais fazem parte da socialização dos jovens com os seus amigos, contudo a supervisão, a vigilância de comportamentos e o incentivo ao diálogo são essenciais para a sua utilização segura.

 

Por fim, para além destes cuidados, é fundamental estimular as crianças e os jovens a praticarem atividades físicas, preferencialmente ao ar livre, e a conviverem face a face com os seus familiares e amigos, pois só deste modo poderão tornar-se adultos equilibrados e felizes.