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Gripe ou constipação - como distinguir?

Adriana Silva

A gripe e a constipação são infeções respiratórias comuns, sobretudo no outono e inverno. Mas como podemos distingui-las?

Ambas são infeções virais que afetam as vias respiratórias, embora os vírus que as causam sejam diferentes e, como tal, as manifestações são também distintas.

A constipação habitualmente apresenta-se de forma ligeira através de congestão e corrimento nasal intenso, comichão e vermelhidão no nariz, espirros, dor de cabeça, dor de garganta e eventualmente febre baixa. Por sua vez, os sintomas da gripe são mal-estar geral, dores musculares ou articulares, tosse, perda de apetite e febre alta.

Em termos de contágio, ambas se transmitem de pessoa para pessoa, através das partículas expelidas por um indivíduo infetado pela tosse, espirros ou fala.

O tratamento consiste em alívio dos sintomas, como através de repouso, ingestão de líquidos ao longo do dia, lavagens nasais com soro fisiológico e toma de paracetamol para melhoria das dores ou em caso de febre. Os antibióticos não tem qualquer papel no tratamento destas situações uma vez que apenas são utilizados em infeções bacterianas. 

Quanto à prevenção,  as medidas mais eficazes para evitar infeções respiratórias são:

  • Lavar as mãos com frequência;

  • Espirrar ou tossir para um lenço ou antebraço;

  • Evitar espaços fechados e pouco arejados;

  • Utilizar máscara em ambientes fechados com grande concentração de pessoas.

Relativamente à vitamina C, não existem dados que comprovem que possa prevenir as constipações, no entanto, existem estudos que indicam que pode contribuir sim para reduzir a duração da constipação.

Para a gripe, ainda dispomos de uma vacina para a sua prevenção.

É recomendada a administração anual, porque é adaptada todos os anos tendo em conta as estirpes em circulação. A vacina deve ser feita durante os meses de outono e inverno de preferência até ao fim do ano civil, já que o pico da atividade gripal ocorre entre novembro e fevereiro.

 

Frequentemente surge a ideia de que a vacina provoca gripe, mas é errada porque a vacina utiliza um vírus inativado que não consegue transmitir a infeção. O que pode suceder às pessoas vacinadas é poderem contrair outras infeções respiratórias virais e para as quais não há vacina.

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