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Prevenir riscos associados ao calor

Sofia Rodrigues

A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos – ondas de calor – constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir à desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, situação muito grave e que pode provocar danos irreversíveis na saúde, ou inclusive levar à morte.


QUEM TEM MAIOR RISCO DE SOFRER DANOS PELO CALOR?

  • Crianças;

  • Idosos (>65 anos de idade);

  • Portadores de doenças crónicas (por exemplo, doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes, alcoolismo);

  • Obesos;

  • Pessoas acamadas;

  • Portadores de problemas de saúde mental;

  • Pessoas sob tratamento anti-hipertensor, antiarrítmico, diurético, anti-depressivo, neuroléptico, entre outros;

  • Trabalhadores expostos ao sol e/ou ao calor;

  • Pessoas que vivem em más condições de habitação.

COMO PREVENIR OS RISCOS?

  • Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede.

  • Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.

  • Oferecer água, mesmo sem sede, e vigiar a sua ingestão nas crianças, idosos e nas pessoas doentes.

  • Fazer refeições leves e mais frequentes. Evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.

  • Permanecer 2-3 horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado para evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas. Visitar centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais de ambiente fresco. Evitar as mudanças bruscas de temperatura. Verificar a existência de locais de "abrigo climatizados" perto da área de residência.

  • Tomar um duche de água tépida ou fria no período de maior calor. Evitar mudanças bruscas de temperatura (por exemplo, um duche gelado imediatamente depois de se ter apanhado muito calor pode causar hipotermia, principalmente em pessoas idosas ou em crianças).

  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas. Usar protetor solar com um índice de proteção elevado (igual ou superior a 30), renovar a sua aplicação de 2 em 2 horas ou se ida à água ou existência de transpiração.

  • Usar roupas que evitem a exposição direta da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usar chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam proteção contra a radiação UVA e UVB.

  • Evitar a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento. Não fechar completamente as janelas se o carro não tiver ar condicionado. Levar água suficiente ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar para a viagem. Sempre que possível viajar de noite.

  • Nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol.

  • Diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados, sempre que possível.

  • Usar roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão.

  • Usar menos roupa na cama, sobretudo quando se tratar de bebés e de doentes acamados.

  • Evitar que o calor entre dentro das habitações. Correr as persianas ou portadas e manter o ar circulante dentro de casa. Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar.

  • Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor.

  • Informar-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto e ajudá-las a protegerem-se do calor.

  • As pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor. As crianças com menos de 6 meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição direta de crianças com menos de 3 anos. As radiações solares podem provocar queimaduras da pele, mesmo debaixo de um chapéu-de-sol; a água do mar e a areia da praia também refletem os raios solares e estar dentro de água não evita as queimaduras solares das zonas expostas. As queimaduras solares diminuem a capacidade da pele para arrefecer.

Fonte bibliográfica: Direção Geral de Saúde, disponível em: https://www.dgs.pt/saude-ambiental-calor/recomendacoes.aspx

QUAIS OS RISCOS DA EXPOSIÇÃO PROLONGADA AO CALOR?